O que de doce tem de cruel
E o coração há de sentir,
E de profundo e superficial
A memória virá refletir;
E o tempo há de marcar,
Numa passagem, para seguir,
O final fará chegar,
Para o começo fazer vir.
A entrega do que se impede,
É o pedir, ao negar, o que fica;
Sóbria e triste, a morte avança
O despertar de um sonho, o devir.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Crisálida
O que de doce tem de cruel
E o coração há de sentir,
E de profundo e superficial
A memória virá refletir;
E o tempo há de marcar,
Numa passagem, para seguir,
O final fará chegar,
Para o começo fazer vir.
A entrega do que se impede,
É o pedir, ao negar, o que fica;
Sóbria e triste, a morte avança
O despertar de um sonho, o devir.
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