sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Uma Vida Que Se Inicia E De Quanta Vida Há Num Problema Bom

O laço se rompe,

a casa abandonada serve

de abrigo, festivo

ao desencanto.

A corda que sofre

o rompimento da sorte;

A morte, queda solitária,

soturna qual uma flor

que seca morreu.

Toda a escolha traz

lágrimas para bem, para mal.

Todo labirinto leva a um lado

obscuro, desconhecido.

Mas leva...

A confusão nem sempre

traz o pranto, mas pode

elevar a alma, mover o

encanto.

A surpresa de um novo

problema pode gerar ânimo;

Pode não ser óbice,

às vezes é obséquio;

Resplandece, alivia,

promove a jornada,

reaviva a “alma”;

Faz lembrar bons tempos,

pensar nas novas horas,

seguir vivo,

festejar, amar, fazer amor.

Problemas bons são

solução para o tédio,

armas contra o desgosto,

ninhos férteis para os planos,

minas ricas para a ousadia.

Havemos de cultivar nos ninhos.

Havemos de perscrutar as minas.

Fazer do problema o remédio para a amargura.

Fazer do entusiasmo o amor.

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