O laço se rompe,
a casa abandonada serve
de abrigo, festivo
ao desencanto.
A corda que sofre
o rompimento da sorte;
A morte, queda solitária,
soturna qual uma flor
que seca morreu.
Toda a escolha traz
lágrimas para bem, para mal.
Todo labirinto leva a um lado
obscuro, desconhecido.
Mas leva...
A confusão nem sempre
traz o pranto, mas pode
elevar a alma, mover o
encanto.
A surpresa de um novo
problema pode gerar ânimo;
Pode não ser óbice,
às vezes é obséquio;
Resplandece, alivia,
promove a jornada,
Faz lembrar bons tempos,
pensar nas novas horas,
seguir vivo,
festejar, amar, fazer amor.
Problemas bons são
solução para o tédio,
armas contra o desgosto,
ninhos férteis para os planos,
minas ricas para a ousadia.
Havemos de cultivar nos ninhos.
Havemos de perscrutar as minas.
Fazer do problema o remédio para a amargura.
Fazer do entusiasmo o amor.


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