quinta-feira, 3 de junho de 2010

COMO JAMAIS DISSE A ALGUÉM

Como jamais disse a alguém,

Por, de tão falso,

A verdade ser ausente;

Pelo pavor de ser platônico

O que eu sinto;

E com a morte que, de longe,

O sondar se sente;

Com a dor de que talvez

Não se concretize,

Digo a ti o que

Dentro do peito bate,

Espanca e grita.

Digo-te o que sai pela boca,

Sem que as cordas vocais cruze;

Mas que pelo sangue inunda,

E pelos poros germina;

O que, sem queimar,

A pele faz arder.

Digo-te o que me faz seguir,

O que me faz viver,

O que ainda me faz feliz.

Digo-te, em grandes letras:

EU TE AMO!

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá! Gostei!

Anônimo disse...

Olá! Gostei!

Guto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guto disse...

"Olá! Gostei!" huhauhaua Meus comentários são tão profundos...rs
Tá muito bom esse blog, gostei...
Abraços!