quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Outonal de Primavera A Lorca, In Memoriam

Hoje tenho no coração

Um sonho que lateja;

Uma sensação de temor

E uma certa clareza.

A luz que, de divina,

Cega; me conduz por

Caminhos sinuosos

E me leva de volta às trevas.

Uma vida não bastaria

Para acalmar todas as penas,

Mas uma certeza me diz

Que não temos só uma existência.

Seria o Bem algo que oprime?

E o Mal, como se acerta?

Torno-me um andarilho,

Na esperança de

Vagas promessas.

Hoje tenho no coração

Um sentir que fraqueja;

Uma sensação de temor

E uma certa tristeza.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Duas versões/Dos versiones

Botón

El aire que nos rodea

Y alimenta,

Germina el amor

Que nos nutre.

Amor que vuelve a nacer,

Tras largo periodo;

Tras sufrir toda la belleza

De un invierno frío.

Florece e irradia

Todos los colores

Que en el espectro hay;

Es prisma.

Vuelve a surgir y brilla,

Como el primer rayo de sol

En la primera mañana de

Primavera.

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Botão

O ar que nos envolve

E alimenta,

Faz germinar o amor

Que nos nutre.

Amor que renasce,

Após longo período;

Depois de sofrer toda

A beleza do inverno frio.

Floresce e irradia

Todas as cores

Que do espectro são;

É prisma.

Ressurge e fulgura,

Como o primeiro raio de Sol,

Na primeira manhã de

Primavera.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vida

O coração a sentir, A razão a refletir. Na fronte uma dor Incontestável... Não morro por Querer seguir, Por querer saber Mais, para o final. Quero andar, ainda; Sofrer a vida: Vivê-la. Pois só se vive Quando se sofre. E só se sofre ao Viver. A vida é o Melhor lamento; É o melhor sofrimento Que podemos ter.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fundo

Numa curva obscura da minha mente

encontrei-me atormentado.

Duas faces, duas pontes

e uma faca ensanguentada.

Nas mãos, uma pedra

cinza com detalhes brancos

e dourados.

Pendendo sobre o peito

uma medalha de latão

e diamante.

E atrás, uma cruz de

bronze, no horizonte

longe, longe...