
Como jamais disse a alguém,
Por, de tão falso,
A verdade ser ausente;
Pelo pavor de ser platônico
O que eu sinto;
E com a morte que, de longe,
O sondar se sente;
Com a dor de que talvez
Não se concretize,
Digo a ti o que
Dentro do peito bate,
Espanca e grita.
Digo-te o que sai pela boca,
Sem que as cordas vocais cruze;
Mas que pelo sangue inunda,
E pelos poros germina;
O que, sem queimar,
A pele faz arder.
Digo-te o que me faz seguir,
O que me faz viver,
O que ainda me faz feliz.
Digo-te, em grandes letras:
EU TE AMO!
