quinta-feira, 3 de junho de 2010

COMO JAMAIS DISSE A ALGUÉM

Como jamais disse a alguém,

Por, de tão falso,

A verdade ser ausente;

Pelo pavor de ser platônico

O que eu sinto;

E com a morte que, de longe,

O sondar se sente;

Com a dor de que talvez

Não se concretize,

Digo a ti o que

Dentro do peito bate,

Espanca e grita.

Digo-te o que sai pela boca,

Sem que as cordas vocais cruze;

Mas que pelo sangue inunda,

E pelos poros germina;

O que, sem queimar,

A pele faz arder.

Digo-te o que me faz seguir,

O que me faz viver,

O que ainda me faz feliz.

Digo-te, em grandes letras:

EU TE AMO!

TEMPO

O que é o

Tempo,

Senão um emaranhado

de momentos?

TEMPO 2

Ao passarem as horas,

Escorrem segundos

E minutos:

Pingos de tempo

Que verte a alma do

Infinito.