segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Entre o real e o imaginário

O significado da existência
Seu sentido pleno, eternizado
nas sensações
A cumplicidade entre
duas faces de um mesmo ser
Cada dor, cada sentimento
são constatações de que estamos vivos

E vivos permanecemos,
qual formigueiro em terra fértil,
qual terremoto em solo frágil

Na maior parte das vezes
não nos damos conta de que estamos vivos,
E só existimos.
Isso é quebrado por algum fato abrupto
ou acontecimento inesperado

Na maior parte das vezes
não nos damos conta de que estamos vivos,
E só existimos
Através de nossas consciências,
que minam existências,
que impedem que tenhamos uma maior percepção.

Quisera que o mundo fosse mais esquizofrênico,
Insano em sanidade de amor
Quisera que a realidade fosse menos sana,
menos humana e mais real

Se pudéssemos ver com os olhos,
puramente com os olhos,
Sem nossos filtros intelectuais e morais
Se pudéssemos ver com os olhos,
com os ouvidos, a pele, o nariz e a boca
Quão mais felizes seríamos,
Quão mais amenos e agradáveis

Se pudéssemos abrir os olhos
E ver
Se pudéssemos ver o mundo tal qual
Ele é:
Puro, coisa-em-si do real,
Sem sanidades insanas
sem sanidades insossas

Se pudéssemos olhar o real
Através das lentes realísticas de um louco
E colocarmo-nos diante do Universo,
tal qual ante um espelho...

Seríamos mais felizes
Seríamos mais intensos
Saberíamos a verdade,
A tão sonhada verdade,
que reinaria absoluta

Nossa cara bate no solo e sangramos
Sentimos a dor de sermos mortais
Mas não quaisquer entre eles:
Somos matéria, não somos reais.